domingo, 21 de dezembro de 2014

Prezado Eduardo - Cap. 4 - NEW YORK! NEW YORK!

 NEW YORK! NEW YORK!

Columbus, Ohio, pelo Programa que teríamos a cumprir era o lugar mais próximo de New York que estaríamos durante as próximas etapas do treinamento. Evidentemente não poderíamos perder a oportunida de passar um fim de semana na Grande Metrópole, por uns poucos dól    ares.err
E ainda mais:Conhecer Linda Marie, minha antiga "pen pal" nos tempos de minha adolescência. Ela existia sim! Durante o tempo que frequentamos o Washington International Center, ao mencionar esse fato para uma das voluntárias do Centro, ela se propôs a localizar e número do telefone de Linda e ainda confirmar-me o endereço. Não sei se havia t falado masmantive correspondência com ela no período de 1958 até 1962 na base de 1 carta por mês. Agora chegava a vez de concretizarmos um sonho que acalentamos durante anos: um encontro face a face.
Foi assim que numa sexta-feira, após o encerramento do expediente, partimos Plau e eu  num voo da TWA rumo ao aeroporto de La Guardia onde Linda deveria estar nos aguardando conforme prévio entendimento via telefone. Depois de percorrermos muitos corredores e escadas rolantes encontramos a senhora Seeck e Linda Marie Seeck. Parecia incrível que depois de oito anos já sem troca de cartas eis que encontro com Linda, ao vivo!
No terminal de La Guardia. No princípio estranhei a formalidade com que nos receberam: Um simples aperto de mão. que partiu de mim, contrariando o hábito americano que quem estende a mão primeiro, se quiser. E ainda por cima com a mãe! Ora, já tínhamos ambos quase trinta anos...De qualquer forma já estávamos ali. No mínimo,  Linda  nos indicaria um hote adequado em New York. No terminal tomamos um ônibus que atravessaria o rio Hudson e iria em direção a Jersey City que ficava distante um par de quilômetros de New York e poederia ser considerado um de seus subúrbios, embora noutro estado. No ônibus, Linda  mencionou que havia reservado um Hotel a meio caminho da casa dela e de Manhatan. Desembarcamos em Jersey City e rumamos para o hotel indicado. Era lamentável. O Hotel estava situado numa zona de porto riquenhos "da pesada". Lembra "West Side Story?"..... Bem, mas o jeito era ficar ali mesmo pois já havia anoitecido e me parecia que Linda estava anciosa por nos deixar acomodados e rumar para casa dela. Assim foi feito. Antes, combinamos que ela passaria sábado pela manhã no Hotel para, juntos, passarmos o dia em New York. Manhatan, melhor dito.

Às nove horas da manhã do dia seguinte encontramos Linda no lobby do Hotel. Desta vez ela estava só e bem mais descontraída. Pedimos pedimos para ela tentar conseguir um outro hotel pois as condições onde estávamos eram sofriveis. Preferencialmente em Manhattan. Disse-nos que seria possível, sim, desde que estivéssemos dispostos a pagar um pouco mais. Então ela dirigiu-se a um telefone público, fez algumas ligações e voltou dizendo que os hoteis de preço médio em Manhattan estavam todos lotados. Só havia vagas em locais bem mais caros. Diante dos fatos, concordamos e ela fez reservas no Hotel Hilton. O custo era de cincoenta e três dólares para um apartamento com duas camas, banheiro, TV, ar condicionado, frigo bar e uma vista muito boa de Manhattan.

Assim, saímos de Jersey City em direção a New York, via sub way. Da estação de descida, fomos de táxi até o Hotel e o trânsito não me pareceu complicado como esperávamos. Tranquilamente chegamos ao Hilton. A recepção já era algo de assombroso pois havia mais de vinte balcões para atendimento destinados aos hóspedes que chegavam. A recepcionista que nos atendeu, ao ver que éramos brasileiros, perguntou se havíamos chegado de São Paulo e ensaiou algams palavras em Português.
Fomos instalados no no quadragésimo quinto andar, num quarto relmente muito bom e com uma vista deslumbrante de boa parte de Manhattan e após nos refrescarmos e trocarmos de roupa Linda sugeriu que àquela hora da manhã a melhor opção para conhecermos  New York num tempo tão curto, era tomarmos um ônibus de turismo.O ônibus nos conduziu a locais essencialmente turísticos: Terminal de barcos que conduziam à Estátua da Liberdade Edifício das Nações Unidas,China Town, Bairro dos Boêmios,Central Park, Centro da Cidade onde estavam sendo construídas duas torres que seriam os dois prédios mais altos de New York. Culminamos o tour com uma interessantíssima visita ao Empire State Building que em 1970 era o Edifício mais alto do mundo. Lá no topo uma vista deslumbrante, ressaltando-se o Edifício da Chrysler um perfeito modelo neo clássico. Eu sei que tudo isso que estou te relatando parece uma imensa caretice, entretanto, confesso que foi gostoso e uma tremenda curtição.

Por volta das dezoito horas estávamos regressando ao Hilton. Subimos ao apartamento e Plauto, face aos olhares e algumas trocas de carinho que ele presenciou entre eu e Linda entendeu a situação e desceu para o térreo. Subiu de volta às vinte horas e com muita discreção  deu um toque rápido na campainha. Quando abri a porta provavelmente eu e ela já estávamos recompostos mas era fácil notar as caras de cama. Pela primeira vez eu havia transado com uma americana. Maravilhoso!
Jantamos os três num dos restaurantes do próprio hotel. Um jantar longo,conversado, discutido, curtido ao máximo.

Por volta das vinte e três horas acompanhamos Linda até a Rodoviária de Port Authority onde ela tomou o ônibus para Jersey City, sem antes nos informar, com detalhes, que no Domingo pela manhã deveríamos tomar o mesmo ônibus para Jersy City onde Teríamos um almoço com a família. Pedi para ela ficar comigo no Hiltou mas ela não concordou. De certa forma ainda prestava contas à mãe e de forma alguma poderia passar a noite fora.

Ante s de voltarmos para o Hotel resolvemos ver um pouco de Manhattan por nossa conta e perambulamos até às três horas da manhã. New York com certez não dormia. A Broadway e ma Times Square era algo indescritível. Comprava-se e vendia-se tudo em várias línguas e era impossível viver-plenamente aquilo tudo. Alí realmente parecia o Centro Do Mundo e tudo aquilo que eu viaera potencializado pelos planetas posicionados na minha nona Casa Astral

Uma das cenas bizarras que me recordo foi quando em determinado momento avistamos numa porta da Rua Quarenta e Seis um cartaz que dizia: "Restaurante Brasileiro", "Vende-se Calaças Lee" - segundo piso. Subimos um andar e um senhor muito cortês nos disse num Português sem sotaque: "Desculpem, mas estamos fechado. Caindo de cansados, caímos mesmo na cama! Às sete horas da manhã o despertador automático programável nos chamou. Tomamos o brekfast , pagamos a conta e lá estávamos nós novamente em Port Authority. Tudo correndo normalmente.Algum tempo depois já estávamos descendo na para onde Linda nos havia indicado. Ela já estava nos esperando de carro. Ficamos meio sem jeito, um olhando para o outro e trocamos um rápido beijo antes de segui para a casa da família dela.

Não sei me explicar a sensação que tive ao chegar na rua Chesnut número noventa em um. Quantas e quantas vezes eu havia subscritado aquele endereço no nosso envelope verde e amarelo. Lindo olhou fixamente para mim e exclamou: Sim 91 Chesnut Street realmente existe!!!

A família de Linda era o que se podia chamar de classe média, descendentes de imigrantes checos. Era constituída  pelo Sr e Sra Swenska,por seus filhos Harry,Linda e Gloria, alem da avó materna. Só a partir daquele momento foi que comecei a entender a dinâmica da família. O pai e a mãe não pareciam viver bem um com o outro.Linda me disse que ele tinha uma síndrome mas, não entrou em detalhes e a mãe parecia que sustentava a casa com o salário  que fazia como consultora de moda numa famosa grife novaiorquina. Muito embora o senhor Svenska não houvesse sentado a mesa para almoçar conosco, ele , em momento algum se mostrou descortês Ao contrário, parecia extremamente feliz.
Antes do almoço a Sra Svenska fez questão que fossemos à Missa. Ela sabia que eu era episcopaliano mas, não importava, eles eram católicos devotos.

Ao regressarmos da Missa, nos convidaram para sentar à mesa para o almoço. Colocaram-me sentado entre a Avó e a mãe da Linda.. O assunto era que eu deveria considerar a hipótese de fixar residência nos Estados Unidos talve até converter-me ao catolicismo,
Mais tarde, Plauto me disse que nunca havia visto uma intimação de casamento daquela maneira.

Não sei como mesmo depois daquele dia a minha nona casa astral permitiu que em Novembro de 1970 eu regressasse ao Brasil para ter que viver ou sbreviver o período de março, abril e maio de 1976. Talvez a sétima casa exolique.

Regressamos à 17:30 para La Guardia e desta vez a sra. Svenska estva novamente presente. A despedida foi tão formal quanto à chegada. Engraçados esses americanos: ainda ontem Linda e eu estivemos na cama e hoje só um aperto de mão, uma despedida formal embora eu estivesse louco para  dar mais um beijo em Linda.


Já,de novo, a bordo do quadrijato da TWA em direção a Columbos. curtia o beijo que Glória lhe dera na face. e eu.... bem, eu não sei o que curtia. estava perplexo. Algo me dizia para não voltar para o Brasil.



Próximo capítulo:  GOOD BYE COLUMBUS

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