domingo, 18 de janeiro de 2015


                PREZADO EDUARDO

                 Cap.12
                             (Todos os Direitos Reservados)
                                              Vida em família
                                      Como fruto do amor entre eu e Olívia, nasceu em agosto de  1974 um lindo garoto a que demos o nome de  IURI. Ele hoje está com com seis anos e meio e nos amamos muito os três.  Por   razões internas e externas resolvemos ficar somente no primeiro filho.  A luz piscou no mundo interior e o mundo exterior parecia que estavam chocando  um ovo  de serpente. Na realidade, por algum tempo arranjamos um outro filho, não um filho biológico mas um filho de coração que foi batizado com o nome de Elizalde ( eu o chamo carinhosamente de Eli) e ele pertence a uma minoria racial e eu o amo como se fosse meu filho ele me chamava de pai. Eli e Iuri tem um ano de diferença e são muito amigos
Enquanto eu trabalhava arduamente, Olívia também o fazia; trabalhava durante o dia  no atendimento de crianças com necessidades especiais e à noite cursava psicologia na Universidade do Vale do Cai. Morávamos os três num apartamento razoável que você chegou a conhecer quando lá esteve com Clélia e com o recém nascido Arthur Bernardo.
A Babá que cuidava de Iuri e às vezes de Eli, o fez com desvelo e ações de verdadeira mãe. 


Nos primeiros anos de Iuri quase não saíamos de casa nos fins de semana e como sou cinemeiro passei a assistir filmes na televisão, hábito que não possuía, Os meus filmes favoritos eram o da sessão "Premiére". Algumas vezes, no sábado e domingo à tarde passeávamos no Parque da Redenção e raramente íamos ao Parque Marinha que ainda dispunha de árvores muito pequenas que não proporcionavam sombra adequada. Hoje é um imenso e maravilhoso parque com árvores frondosas que fazem a alegria dos corredores e passantes. Foi passeando comigo e colocado num brinquedo do parque de diversões da Redenção que Eli deu seu primeiro sorriso aos dois anos e pouco de idade. É incrível Edú, ele nunca havia sorrido! Sinto-me orgulhoso de ter proporcionado a ele este hábito que a humanidade ainda possui.

Por outro lado, você deve lembrar que no mundo exterior a situação era bem outra. Foi lá por meados de 1974 que estourou a notícia de que a diretoria da GEOHIDRO,agora não mais comanda por Santini e sim por Gilberto Melão ( um peixe literalmente fora d'água) tinha sugerido à Presidência da empresa o desativamento das Regionais e a demissão de 40% do Escritório Central, agora sediado em Brasília. Isso significava que você, eu, e o pessoal mais novo da empresa ficaríamos passíveis à demissão sumária. A Crise (sic) do petróleo e a violenta explosão inflacionária que se avizinhava eram sempre as desculpas. Ah! e o desinchasso da empresa........ Seguiam a cartilha do Bruxo e seus asseclas que agora estavam na Presidência do Conselho de Administração da Empresa.
Tudo isso meu prezado amigo martelava a minha cabeça. Esses problemas e outras crises interferiam demais na minha vida em família.



Próximo capítulo: UM  ASPECTO DESFAVORÁVEL



















                                     


                                             




                            


























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